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sábado, 3 de maio de 2014

EXPOSIÇÃO DE PINTURA de COLLADO, Agosto de 2009




De 29 de Agosto a 26 de Setembro de 2009, as paredes da Galeria Vieira Portuense estiveram preenchidas por 37 obras de José González Collado.
Este artista plástico fez parte do grupo de intelectuais que, nos começos dos anos sessenta, deram impulso ao movimento Luso-Galaico, que rodava à volta da revista "Céltica" fundada e dirigida por Oliveira Guerra.
Já por esses tempos pensou González Collado numa exposição das suas obras na cidade do Porto.
Todavia, a mudança do artista plástico para Madrid e o falecimento de Oliveira Guerra fizeram desfalecer o projecto.
Porém, quando os directores da Galeria Vieira Portuense convidaram Fernandes Costa para curador daquele espaço de exposições, tomou este a iniciativa de alargar a influência da galeria a todas as regiões ibéricas, por ser esse o espaço natural de intervenção de quem está sediado a cerca de 600 quilómetros da fronteira mais longínqua do país, por um lado, e por outro por serem interessantes os desafios de trazer ao Porto nomes de artistas plásticos de outras escolas para além das portuguesas.

Prosseguindo tal desiderato, tornou-se incontornável convidar os vários artistas galegos que já passaram pela galeria, entre os quais José Maria González Collado.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

PINTURA de José Gonzalez Collado, em Novembro de 2008


O pintor José González Collado nasceu em Ferrol em 1928.Aos 12 anos entra para a Escola de Artes e Ofícios de Ferrol, a mais antiga deste tipo na Galiza. Estuda na Escola de Aprendizes de Bazán, entrando no departamento de Delineamento e Electricidade dessa Empresa. Em 1942 conhece o já consagrado pintor Felipe Bello Piñero, eleito nesse mesmo ano Académico de Número da Real Academia de Belas-Artes de La Coruña. Aos 17 anos recebe o seu primeiro prémio na Exposição de Arte, Educação e Descanso, em La Coruña (1943); aos 18 anos recebe o primeiro prémio na V Exposição de Arte do SEU, em La Coruña, tendo-lhe sido concedida uma bolsa de estudo de apoio juvenil que lhe permitirá ir estudar para Madrid. Em 1944 realiza a sua primeira exposição individual no Casino Ferrolano, quando contava apenas 18 anos. Em 1945 desloca-se a Madrid para estudar pintura. O afã de aprender é enorme e visita diariamente o Museu do Prado: sente fascínio por Velázquez, admira Goya, que considera o melhor pintor do mundo, precursor do impressionismo e da pintura moderna. Regressa pouco tempo depois ao Ferrol para cumprir o serviço militar. Após a instrução militar, consegue através do escritor Camilo José Cela – que conhecera nas tertúlias da capital – o destacamento para Madrid para assim poder prosseguir os estudos. Por fim tem a oportunidade de realizar o exame de ingresso na Escola de Belas-Artes: desenha, em tamanho natural, uma figura de uma escultura grega de dois metros de altura. É aprovado em segundo lugar num curso de 90 alunos. Na Escola de Belas-Artes adquirirá conhecimentos de forma e cor, técnicas e estilos. Nessa época visita o magnífico pintor ferrolano Alvarez de Sotomayor, que se converte no seu protector e mestre, aconselhando-o e, em algumas ocasiões, prestando apoio económico. Em 1947 casa-se com Josefina Pena, com quem permanece feliz decorridos quase 40 anos de matrimónio. Deste casamento nasceram três filhas que seguem a senda artística dos pais: Fina, em publicidade, Lilí, no restauro de obras de arte e Merchi, no restauro de documentos. Viaja pelo norte de África, Marrocos e Argélia, onde pinta novos temas e cores. Em 1957 viaja a Paris onde se sacia de museus e pintores, naquele que é o centro mundial das últimas tendências artísticas desde o século XIX. Em 1959 regressa a Madrid e aí permanece até 1997, ano em que regressa ao Ferrol, onde monta o seu novo Estúdio 46, em que continua trabalhando com o vigor próprio de um jovem artista. No final de 2006, o Ayuntamiento de Ferrol organiza uma Exposição Antológica em que apresenta mais de 160 obras e que constitui um êxito de crítica e público. Ao mesmo tempo é-lhe concedida a insígnia de ouro da cidade e se urbaniza uma praça em frente ao seu estúdio que leva o seu nome: Praça de José González Collado.