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sábado, 3 de maio de 2014

CORantes do Pincel, pintura de Carlos Godinho, Março de 2010







Cada traço pode ser olhado de múltiplas formas.
Cada quadro é o despertar para uma realidade do subconsciente.
A luz, a forma e a cor transportam-nos para um número (in)finito de construções que o olhar, individual, percepciona.
Em cada ponto visionamos um equilíbrio que os modelos transformam na nosso mente.
Aqui não temos que olhar o que nos é comum mas o que nos conduz a uma visão mais lata de tudo quanto nos rodeia.
Cada pintura é mais do que aquilo que conseguimos fotografar.
É aquilo que nós queremos em cada momento.

É o que se pode ver em cada tela apresentada pelo artista...

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A RUPTURA DO IMPROVÁVEL, pintura de Porfírio Alves Pires, em Outubro de 2009




A ruptura do improvável é como se fossem as páginas do caderno onde se vai registando a improbabilidade, quando ela acontece, e que retraça um caminho entre a pintura figurativa e o abstraccionismo formal. (Porfírio Alves Pires)

PORTAS DA PERCEPÇÃO, pintura de Alberto D' Assumpção, Fevereiro de 2009


A grande beleza nunca foi inimiga do rigor técnico, antes pelo contrário: por vezes é este que ajuda a gerar superlativamente aquela, sobretudo quando se consegue conciliar a clarividência intelectual, com uma intensa chama anímica, que guia os passos nessa demanda dos eternos labirintos da beleza, e isso está claramente expresso na tua obra.

Carlos Almeida

quinta-feira, 1 de maio de 2014

DINÂMICA DE COR, pintura de Irene Pissarro, Julho de 2009


A minha pintura assemelha-se a um jogo.
Esse jogo tem diversos protagonistas que são os pontos, as linhas, as cores e são comparáveis às letras do alfabeto.
Essas letras do alfabeto interagem e dão origem a formas, a texturas, a volumes, ao espaço, etc.
Constituem um tipo de linguagem pictórica, composta pelos protagonistas que interagem e ganham sentido numa composição; tal e qual como na linguagem verbal ou musical e todo o tipo de linguagem.
Este primeiro comentário tem muito sentido para mim, porque ao jogar com esses elementos, posso passar fácilmente do abstraccionismo para o figurativo e vice-versa sem pensar que o processo constitui uma fase sem retorno.
Existe um elemento muito importante e que está quase sempre presente; esse elemento tem o nome de “COR” e constitui para mim uma verdadeira paixão. Ela apoderou-se de mim muito mais que a própria forma e tem tendência a sofrer metamorfoses a uma grande velocidade.
Neste momento está a ficar mais suave mas, quem sabe, logo a seguir poderá evoluir para outros contrastes e assim sucessivamente….
O título desta exposição constitui uma proposta resultante de um estudo sobre a percepção da cor e o que ela traduz em emoção, equilíbrio, harmonia e desarmonia. Tudo depende da colocação na composição e das emoções e pensamentos que a cor provoca em nós.
O branco, o azul, o vermelho vivo, o vermelho carmim, o verde, o castanho, o creme, etc, nunca estão lá por acaso.
Existe uma intencionalidade na plasticidade da cor e na espessura da tinta.
Os “temas” são vários consoante os momentos. Existe uma tendência para captar a faceta poética e feminina da vida.

A COR, a forma, as texturas, o traço, o equilíbrio e a intencionalidade do tema dão expressão ao conjunto.